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Viagem ao passado

Parar para fazer um balanço da nossa vida, é sempre bom.
Acabamos por compreender certos momentos, que nos pareceram inultrapassáveis, como essenciais para a formação do nosso carácter e da nossa personalidade.

Hoje decidi reler uma parte importante da minha pessoa: a poesia. Foi ela que me ajudou a sobreviver à maioria dos tais momentos inultrapasáveis. Decidi, por isso, voltar a sentir emoções e sentimentos do passado. Optei por partilhar um poema, que escrevi, e que foi muito marcante na minha adolescência.




Deturpado

Foge, Foge, Foge!
Corre para onde quiseres,
Refugia-te onde puderes,
Porque eu quero-te perseguir,
Por isso, vou fazer o que conseguir,
Para saber sempre onde estás,
Porque és o tal rapaz,
Que dá cabo da minha cabeça,
Mas eu sei que por muito que eu te peça,
Nunca mais serás meu,
E assim um pedaço do meu coração morreu…
Fecha os olhos por dois segundos,
Diz-me se não viste dois mundos,
O meu e o teu em paralelo,
diz-me se entre eles não havia um elo,
Que de repente se rompeu,
Porque alguém mal procedeu,
(em tempos) e esse alguém fui eu…
Já te pedi desculpas suficientes,
E também sei que parti dois corações e não duas mentes,
E que dois corações são mais difíceis de consertar,
Pois são peças raras de amar.
Desculpa-me! Que mais posso dizer?
Estou só e apaixonada, e não é por eu querer,
Acredita que não estou a sofrer por prazer.
Tu é que não me dás ouvidos,
Nem uma segunda oportunidade,


Assim…Estamos completamente perdidos…


7 de Fevereiro de 2004

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