Avançar para o conteúdo principal

Sociedade "Amnésica" (poesia)

Sinto o que escorre pelos meus dedos,
Palavras molhadas do suor de outrem,
Do trabalho de quem descansa,
E do descanso de quem se mata
                       para sustentar quem?

São revoltas caladas nestas bocas,
São gritos soltos por estas portas,
São expressões fartas da vida,
E vida farta destas pessoas,
                       que vivem mortas.

Se queres falar, escreve,
Porque estes autómatos não irão parar
Pois ninguém te ouve nesta surdina,
Que invade o nosso dia-a-dia,
                      vivemos para gastar.

Gastar o que não temos,
Gastar no que não precisamos,
Em vez de gastar carinho, meu amor,
Gastamos a vida no material,
                        perdemos a vida em anos!


Devia estar a trabalhar, é certo, contudo estive hoje com duas pessoas muito especiais para mim. Uma delas queria à viva força, escrever, escrever, escrever... E escreveu (é grande ela, adoro-a). Pois eu fiquei com isso na cabeça, no coração e nos dedos...Aqui fica =)                      

Comentários

  1. Obrigada linda :), honestamente acho que este poema tem muito mais a dar a na vida dos palavras do que as palavras que eu escrevi, Foi muito importante para mim esta noite, foi uma pegada da lua no mei coração. Adoro.te e obrigada por caminhares ao meu lado

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Só quero ais

Bate mais forte, parece que salta Bate com a intensidade dum tambor Bate com a força dum amor Que bateu forte demais. Sorri, sorri maior que a alma, Sorri mais brilhante que sol, Sorri para mim, girassol, Pois eu vou aonde vais. Anda mais rápido, mas não corras, Anda, mas não fujas de mim, Anda, vem fica aqui, assim, Porque em mim ficas mais. Eu quero-te tanto, que dói. Eu quero-te até que doer não aguente, Eu quero-te, meu amor não mente, Porque sem ti, só quero ais. 10/05/2014

Estupidez

Cometi suicídio. Consegui matar um pouco, Um pouco de mim. Cometi homicídio. Consegui matar um pouco, Um pouco de ti. E qual o nome que se dá, Quando se mata um pouco, Um pouco do amor?! Estupidez. Pura, nua, crua, Estupidez. A estupidez humana, Nunca pára de me surpreender, E neste momento represento-a. Cometi um erro. Morri. Morreste. Morreu. 28/04/2014

O que não te disse

Podes não ler, não querer ouvir, Podes ignorar ou até mesmo fugir, Mas o que tenho de te dizer, Sairá, não há nada a fazer. Poucos sorrisos, lágrimas contidas, É o que segue com as palavras não ditas. Tristezas que não choram, Palavras que não gritam. As palavras estão perdidas, Podem causar feridas, Aliás já causaram, Um de nós já mataram... 22/04/2014